Meta Enfrenta Novo Processo nos EUA por Vício em Redes Sociais Entre Jovens
A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve enfrentar uma nova ação judicial nos Estados Unidos. A procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, alega que a empresa projetou deliberadamente seus produtos para viciar usuários jovens. A Meta nega as acusações.
Alegações de Vício e Exploração Psicológica
A procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, afirma que a Meta explorou vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o "medo de ficar de fora", através de recursos como notificações automáticas, "curtidas" em publicações e a rolagem infinita de conteúdo no Instagram. Esses mecanismos teriam sido desenvolvidos para prender a atenção dos jovens. Pelo menos nove ações foram abertas por procuradores-gerais estaduais desde 2023 em tribunais estaduais, incluindo uma aberta pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird.
Contexto Judicial e Outras Ações Legais
A decisão ocorre após um julgamento em Los Angeles onde a Meta e o Google foram considerados negligentes na criação de plataformas prejudiciais a jovens, resultando em uma condenação de US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos. Anteriormente, outro júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do Novo México, acusando a empresa de enganar usuários sobre a segurança do Facebook e Instagram e de permitir a exploração sexual infantil. Atualmente, outros 34 estados dos EUA movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal.