Passageiros processam companhias aéreas dos EUA por cobrar a mais por 'assentos na janela' sem visão externa
Duas ações judiciais nos Estados Unidos questionam a prática de companhias aéreas como United e Delta de venderem assentos na janela sem aviso claro de que não há visão externa. Os processos alegam cobrança indevida por assentos sem janela real, levantando debate sobre transparência e definição do que constitui um 'assento na janela'.
Contexto e alegações dos processos
Passageiros moveram ações judiciais contra as companhias aéreas United Airlines e Delta Air Lines, alegando que foram cobrados valores adicionais por assentos na janela que, na realidade, não possuem visão externa. Os processos, iniciados em agosto de 2025, argumentam que as empresas não informaram claramente que alguns assentos, apesar de estarem posicionados junto à fuselagem, não têm janelas devido ao design da aeronave. A autora Aviva Copaken, no processo contra a United, afirmou ter pago até US$ 170 por assentos sem janela. As companhias aéreas defendem que o termo 'assento na janela' refere-se apenas à posição do assento, não à garantia de visão externa.
Argumentos das companhias aéreas e decisões judiciais
A United Airlines apresentou uma moção em novembro de 2025 para rejeitar o processo, argumentando que o termo 'assento na janela' se refere apenas à localização do assento próximo à parede da aeronave, independentemente da presença de uma janela. No entanto, um juiz distrital em São Francisco rejeitou a moção na segunda-feira (7 de julho de 2026), permitindo que o processo avance. A Delta Air Lines, que também enfrenta uma ação semelhante em Brooklyn, ainda aguarda decisão sobre sua moção para rejeição do caso. Uma eventual decisão contrária às companhias aéreas pode levar a mudanças na forma como esses assentos são precificados e divulgados.
Impacto e práticas do setor aéreo
A prática de vender assentos sem janelas como 'assentos na janela' não é exclusiva da United e Delta. Outras companhias aéreas, como Alaska Airlines e Ryanair, também operam aeronaves com assentos que não possuem janelas devido ao design estrutural. Durante o processo de reserva, a maioria das empresas identifica esses assentos, mas os processos judiciais destacam a falta de clareza na comunicação. Caso as ações sejam bem-sucedidas, poderão resultar em ajustes nas políticas de precificação e transparência das companhias aéreas, afetando não apenas as empresas envolvidas, mas todo o setor.