Gripe aviária H5N5 é detectada em urso polar e morsa no Ártico pela primeira vez na Europa
A Noruega confirmou os primeiros casos de gripe aviária H5N5 em um urso polar e uma morsa no arquipélago de Svalbard, no Ártico. Autoridades alertam para riscos à biodiversidade local e investigam possíveis adaptações do vírus a mamíferos. A disseminação global da doença preocupa por impactos econômicos e sanitários.
Detalhes dos casos e alerta ambiental
O Instituto Veterinário Norueguês confirmou a infecção pelo vírus H5N5 em um urso polar e uma morsa encontrados mortos no arquipélago de Svalbard, região entre a Europa continental e o Polo Norte. Este é o primeiro registro do patógeno em ursos polares na Europa, levantando preocupações sobre a vulnerabilidade de ecossistemas árticos. O órgão destacou que a disseminação do vírus para novas áreas, incluindo o Ártico, pode ter "consequências para populações e ecossistemas vulneráveis".
Transmissão e riscos para mamíferos
Pesquisadores investigam se a variante H5N5 identificada nos animais apresenta adaptações específicas para mamíferos. Segundo o Instituto Veterinário Norueguês, a contaminação pode ocorrer por contato direto com aves infectadas ou outros mamíferos contaminados. O subtipo H5N5 já havia sido registrado em raposas-do-ártico e outras morsas na mesma região, indicando uma possível circulação entre espécies locais.
Impactos globais e econômicos
A gripe aviária altamente patogênica tem causado surtos em rebanhos de aves em diversos países, afetando cadeias de abastecimento e elevando preços de alimentos. Autoridades sanitárias internacionais monitoram a evolução do vírus devido ao risco potencial de transmissão para humanos, embora casos em pessoas sejam raros e geralmente associados a contato próximo com aves doentes.