Mãe de jovem morto em supermercado no Rio cria ateliê em homenagem ao filho sete anos após crime
Dinalva Santos de Oliveira, mãe de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, morto em 2019 após ser submetido a uma 'gravata' por seguranças de um supermercado na Barra da Tijuca, criou um ateliê de costura chamado 'Peter Inspira' em memória do filho. O caso será levado a júri popular, mas a data ainda não foi definida.
Contexto do crime e decisão judicial
Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 19 anos, morreu em fevereiro de 2019 após ser imobilizado com uma 'gravata' por dois seguranças de um supermercado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os acusados, Davi Amâncio e Edmilson Félix Pereira, serão julgados por homicídio doloso, após a Justiça entender que houve dolo eventual, ou seja, assumiram o risco de matar. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade. A defesa dos réus recorreu da decisão, e a data do júri popular ainda não foi marcada.
Homenagem e legado
Sete anos após a morte do filho, Dinalva Santos de Oliveira transformou a dor em um projeto de memória e acolhimento. Ela criou o ateliê 'Peter Inspira', nome artístico usado por Pedro Henrique, onde oferece oficinas de costura como forma de terapia para outras pessoas. 'Peter Inspira porque ele foi — e continua sendo — minha maior inspiração', afirmou Dinalva. O neto de Dinalva, filho de Pedro Henrique, tinha seis meses na época do crime e hoje está com sete anos. A mãe do jovem relata que, apesar das terapias, a dor da perda persiste: 'É um dia de cada vez mesmo — e parece que o tempo piora'.