Segundo soldado francês morre após ataque no sul do Líbano; Hezbollah é apontado como suspeito
O sargento Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista da França, morreu após ataque a patrulha da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Outro militar francês já havia falecido anteriormente, elevando para dois o número de vítimas fatais. O Hezbollah, grupo extremista apoiado pelo Irã, é apontado como principal suspeito, embora negue envolvimento. O incidente ocorreu durante operação de remoção de artefatos explosivos.
Detalhes do ataque e investigação
Um ataque no sul do Líbano na manhã de sábado (18) resultou na morte do sargento Florian Montorio, da França, e deixou outros três soldados feridos. A patrulha da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) realizava uma operação de remoção de artefatos explosivos quando foi alvejada. A avaliação inicial da Unifil indica que os disparos partiram de 'agentes não estatais', com suspeitas direcionadas ao Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou o ataque e ordenou investigação imediata. O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, também repudiou o incidente, embora o grupo tenha negado responsabilidade.
Reações internacionais e contexto
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que 'tudo indica que a responsabilidade por esse ataque recai sobre o Hezbollah' e exigiu que as autoridades libanesas prendam os responsáveis. O ataque ocorre em meio a um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, mediado internacionalmente. A Unifil reforçou que continuará suas operações de manutenção da paz, apesar do incidente. O Hezbollah, por sua vez, negou envolvimento, segundo a agência Reuters. A França já havia registrado a morte de outro soldado em circunstâncias semelhantes anteriormente.