Jovens com diploma nos EUA enfrentam subemprego recorde em 2026
Quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estão em ocupações que não exigem diploma, segundo dados do Federal Reserve de Nova York. O índice é o mais alto desde o início da pandemia e reflete descompasso entre formação acadêmica e oferta de vagas qualificadas.
Desequilíbrio entre formação e mercado de trabalho
Dados da Lightcast revelam que, entre 2004 e 2024, o número de graduados nos EUA cresceu 54%, enquanto as vagas de nível inicial avançaram apenas 42%. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e formados piorou nas últimas duas décadas. Segundo Elena Magrini, da Lightcast, "esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido". O subemprego atinge 43% dos jovens de 22 a 27 anos com diploma, um aumento de mais de três pontos percentuais em um ano.
Impacto na vida profissional dos jovens
Muitos recém-formados nos EUA estão aceitando trabalhos temporários, em lojas, bares ou serviços de atendimento ao cliente para pagar contas, mesmo com formação superior. O cenário é descrito como um "alerta" pela Bloomberg, com o índice de subemprego próximo aos níveis da Grande Recessão, mas com crescimento acelerado nos últimos anos.