Emissões de metano na Sibéria mais que dobram em uma década
Um estudo internacional publicado na revista 'Science' revelou que as emissões de metano na Sibéria cresceram cerca de 5% ao ano entre 2010 e 2023. O aumento é impulsionado pelo aquecimento global, que causa o degelo do permafrost (solo congelado) e favorece incêndios florestais em regiões secas. O metano é um potente gás de efeito estufa, e o estudo alerta que, em um cenário de forte aquecimento, a região pode liberar até 25 milhões de toneladas adicionais de metano por ano até 2050, o que poderia comprometer metas globais de redução de emissões para limitar o aquecimento a 1,5°C.
Crescimento e Causas
As emissões de metano na Sibéria dobraram em pouco mais de uma década devido ao aumento das temperaturas e mudanças no solo. No oeste da região, o degelo precoce da neve cria condições de umidade que favorecem a liberação do gás. No leste, períodos de calor e seca intensificam incêndios florestais, que também liberam metano em larga escala.
O Perigo do Permafrost
A Sibéria detém cerca de 46% do permafrost do Hemisfério Norte. Esse solo contém grandes reservas de carbono que, ao serem decompostas por microrganismos após o degelo, liberam metano para a atmosfera, criando um ciclo de retroalimentação do aquecimento global.