Áustria fecha espaço aéreo para aviões dos EUA em meio à guerra contra o Irã; Teerã acusa Trump de crime de guerra
A Áustria recusou pedidos dos Estados Unidos para usar seu espaço aéreo em voos militares direcionados ao Irã, alinhando-se a outras nações europeias. Paralelamente, o Irã acusou o presidente Donald Trump de intenção de cometer crimes de guerra devido a declarações sobre a destruição do país.
Restrições de Espaço Aéreo na Europa
A Áustria juntou-se a outros países europeus que negaram o uso de seus espaços aéreos para voos militares dos Estados Unidos em operação contra o Irã. O Coronel Michael Bauer, porta-voz do Ministério da Defesa austríaco, confirmou que solicitações foram recusadas por se tratar de um país em guerra. A Áustria mantém uma política de neutralidade constitucional e não é membro da OTAN. A Espanha e a França já haviam imposto restrições semelhantes para aeronaves americanas com suprimentos militares. A Itália proibiu o pouso de bombardeiros em uma base na Sicília. Essas recusas têm irritado Donald Trump, que criticou a OTAN e ameaçou retirar os EUA da aliança.
Acusações de Crimes de Guerra
O governo do Irã classificou declarações de Donald Trump sobre bombardear o país como uma intenção de cometer crimes de guerra, citando o direito internacional humanitário e o Estatuto de Roma. O Irã destacou a longevidade de sua civilização, com mais de 7 mil anos, contrastando com a história dos Estados Unidos. O governo iraniano afirmou que sua herança cultural não pode ser destruída por ataques militares.
Situação da Guerra contra o Irã
Em pronunciamento, Donald Trump afirmou que os objetivos militares dos Estados Unidos na guerra contra o Irã estão próximos de serem alcançados. Uma reportagem do jornal 'The New York Times' sugeriu que os EUA utilizaram um novo tipo de míssil em um ataque que atingiu uma escola e um centro esportivo no Irã, resultando em 21 mortes. O governo iraniano condenou o ataque.