FIFA condena 'esforço coordenado' para enfraquecer Infantino e abandona plano de US$ 20 bilhões após pressão
A FIFA emitiu comunicado neste sábado (8) repudiando um 'esforço coordenado e contínuo' para desestabilizar a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. A declaração ocorre após o abandono de um polêmico plano de investimentos privados avaliado em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões), que previa a venda de direitos comerciais da Copa do Mundo e Mundiais de Clubes. Infantino enfrenta pedidos de renúncia e acusações não comprovadas publicadas por veículo britânico.
Plano abandonado e controvérsias
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou na semana passada a proposta de criação da subsidiária *FIFA Forward Enterprise (FFE)*, que permitiria a venda de uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. O projeto, avaliado em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões), incluiria também os Mundiais de Clubes masculino e feminino. Diante de críticas de dirigentes da entidade, Infantino recuou e afirmou ter desistido do plano. Além disso, Infantino tem sido alvo de pedidos de renúncia e acusações publicadas por um jornal britânico, que alegou um suposto pagamento a uma amante durante seu período na UEFA, entidade que comanda o futebol europeu. A FIFA classificou as reportagens como 'alegações sem comprovação e afirmações comprovadamente falsas'.
Relação com Donald Trump e Prêmio FIFA da Paz
Durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, Gianni Infantino e o ex-presidente norte-americano Donald Trump demonstraram proximidade. Antes do torneio, Infantino criou o *Prêmio FIFA da Paz*, uma honraria inédita, e o concedeu a Trump. O republicano havia declarado publicamente que merecia o Prêmio Nobel da Paz.