Cientistas revelam origem da partícula fantasma mais energética já detectada
Pesquisa publicada no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics (JCAP) identificou que a partícula fantasma de ultra-alta energia, detectada no Mar Mediterrâneo em 2023, foi gerada por blazares. O neutrino, com energia 30 vezes superior ao recorde anterior, viajou à velocidade da luz até ser registrado pelo observatório KM3NeT. A descoberta amplia o entendimento sobre buracos negros supermassivos e seus jatos de radiação.
Detecção e características da partícula
O neutrino, considerado a partícula fantasma mais energética já registrada, foi detectado em 13 de fevereiro de 2023 pelo observatório submarino KM3NeT, localizado a 3.450 metros de profundidade no Mar Mediterrâneo. A partícula impressionou os cientistas por possuir energia aproximadamente 30 vezes maior do que o neutrino mais energético registrado anteriormente. Sua detecção ocorreu por meio da identificação de um múon, uma partícula subatômica gerada durante a interação do neutrino com a matéria.
Origem vinculada a blazares
O estudo descartou explosões estelares como origem provável do neutrino e apontou os blazares como fontes capazes de gerar partículas com energia tão elevada. Blazares são fenômenos associados a buracos negros supermassivos que atraem grandes quantidades de matéria e expelem jatos poderosos de radiação e partículas. Esses jatos, quando direcionados à Terra, permitem que partículas ultraenergéticas, como o neutrino detectado, alcancem o planeta.
Implicações da descoberta
A identificação da origem do neutrino em blazares pode revolucionar o entendimento científico sobre buracos negros supermassivos e os mecanismos de aceleração de partículas no Universo. A pesquisa sugere que esses fenômenos são capazes de produzir partículas com energias extremas, contribuindo para estudos futuros em astrofísica e cosmologia.