Lula desvincula medidas de combustíveis de governo Bolsonaro e atribui alta a guerra no Irã
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que as ações de seu governo para conter preços de combustíveis não se comparam às do governo anterior. Lula atribuiu a alta atual à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, mencionando a isenção de impostos como medida.
Diferenças nas políticas de contenção de preços
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as medidas de seu governo para conter o preço dos combustíveis são distintas das adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula declarou que as situações são totalmente diferentes, citando a guerra em andamento no Irã. Ele mencionou que, em 2010, participou de um acordo sobre o Irã que não foi aceito pelos EUA nem pela União Europeia. Lula ressaltou que a decisão de zerar a cobrança de impostos sobre o diesel, anunciada em 12 de março, foi tomada em função da tensão no Oriente Médio. O presidente também comentou sobre a negociação com governadores para a redução do ICMS, que deve ocorrer por acordo e não "na marra". Ele acusou "gente mau caráter" de estar lucrando com a situação e afirmou que os responsáveis serão fiscalizados pela PF e Procons, com possibilidade de prisão.
Medidas anteriores do governo Bolsonaro
Antes da eleição presidencial de 2022, o governo federal lançou mão de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, impactada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e pelo desgaste político. As ações incluíram corte de tributos federais e mudanças no ICMS. Em março de 2022, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o óleo diesel, com custo fiscal.