Irã acelera execuções de dissidentes e prisioneiros políticos em meio a conflito com EUA
Organizações internacionais de direitos humanos denunciam aumento alarmante de execuções no Irã desde o início do conflito com os EUA em fevereiro de 2026. Relatos apontam que ao menos 21 pessoas foram executadas, e cerca de 4 mil cidadãos foram detidos, com repressão intensificada contra manifestantes e acusados de espionagem.
Repressão interna e números alarmantes
O Iran Human Rights, organização que monitora a repressão no Irã, afirmou que as execuções de prisioneiros políticos, manifestantes e acusados de espionagem se tornaram diárias após o início do conflito. Segundo Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG, a falta de atenção internacional ao cenário interno do Irã permitiu que o regime acelerasse as execuções 'com o menor custo político possível'. Em 2025, o número de execuções chegou a 1.639, um aumento de 75% em relação ao ano anterior, o maior registrado em 35 anos, conforme relatório da Anistia Internacional.
Relatos de detenções e protestos
Desde 28 de fevereiro, início da guerra dos EUA contra o Irã no Oriente Médio, cerca de 4 mil cidadãos iranianos foram detidos, segundo o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk. Manifestantes que tomaram as ruas de Teerã no início do ano relataram prisões arbitrárias e repressão violenta. A organização Iran Human Rights destacou que a comunidade internacional tem dedicado 'atenção limitada' às violações de direitos humanos no país, o que contribui para a escalada da repressão.