Governo Trump propõe ampliação de métodos de execução federal nos EUA, incluindo fuzilamento e asfixia por gás
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou a ampliação dos métodos de execução no sistema federal, incluindo o retorno do pelotão de fuzilamento, asfixia por gás e o uso de eletrochoque. A medida revoga a moratória implementada durante o governo Biden e busca acelerar processos para presos condenados à pena de morte, com mais de 40 casos pendentes. O procurador-geral interino Todd Blanche justificou a decisão como parte de uma política de segurança pública mais rígida.
Contexto e justificativa da medida
A administração Trump, por meio do Departamento de Justiça, divulgou um relatório em 24 de abril de 2026 que recomenda a ampliação dos métodos de execução no sistema federal dos EUA. Entre os métodos propostos estão o pelotão de fuzilamento, a asfixia por gás e o uso de eletrochoque. A medida visa contornar dificuldades na obtenção de substâncias utilizadas em injeções letais, que eram o método padrão até então. O procurador-geral interino Todd Blanche argumentou que a decisão reflete um compromisso com a aplicação rigorosa da lei e o apoio às vítimas, criticando a gestão anterior de Joe Biden por suposta negligência na aplicação da pena de morte.
Impacto e reações
A nova diretriz revoga a moratória implementada durante o governo Biden, que havia suspendido execuções federais e comutado as penas de 37 detentos no corredor da morte. O Departamento de Justiça defende a agilização dos processos internos para acelerar casos relacionados à pena capital, com mais de 40 presos aguardando julgamentos que podem resultar em condenação à morte. A medida também recomenda que a Agência Federal de Prisões adapte seus protocolos para incorporar métodos previstos em legislações estaduais, garantindo a execução das sentenças mesmo em cenários de escassez de insumos. Atualmente, 27 estados dos EUA mantêm a pena de morte em suas legislações.