TCE-RJ barra pagamentos de obras na Educação do Rio após indícios de irregularidades e falta de licitação
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou a suspensão de pagamentos a empresas contratadas sem licitação para obras em escolas estaduais. A investigação, iniciada após reportagens do RJ2, aponta suspeitas de irregularidades em contratos que somam mais de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. Uma das empresas envolvidas, a Atec, recebeu R$ 11 milhões e teve como representante legal um funcionário de ex-presidente da Alerj preso por ligações com o Comando Vermelho.
Sistema descentralizado sob suspeita
O TCE-RJ identificou que a Secretaria Estadual de Educação utilizou o sistema descentralizado, originalmente criado para compras emergenciais e pequenos reparos, para realizar grandes reformas em escolas. O volume de recursos movimentados aumentou significativamente a partir de 2024, levantando suspeitas de falta de transparência e dificuldade no controle de gastos. O tribunal determinou a suspensão de pagamentos a seis empresas envolvidas nas obras, visando evitar prejuízos maiores aos cofres públicos.
Ligações políticas e investigações em andamento
A empresa Atec, uma das investigadas, teve como representante legal Guilherme Rangel, funcionário do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. A Polícia Federal também apura a influência de Bacellar sobre a antiga gestão da Secretaria de Educação. Além disso, o Ministério Público e o TCE receberam denúncias sobre a falta de transparência e possíveis irregularidades nos contratos.