Irã autoriza passagem de 35 navios pelo Estreito de Ormuz em meio a tensões com EUA e Israel
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) autorizou 35 navios, incluindo petroleiros e embarcações comerciais, a cruzarem o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. O tráfego segue parcialmente bloqueado em represália à guerra iniciada pelos EUA e Israel. Teerã negocia com Omã um sistema de taxas para embarcações que utilizarem a rota, enquanto os EUA acusam o Irã de criar obstáculos ao comércio global.
Negociações e bloqueios no Estreito de Ormuz
A Marinha do Irã (IRGC) informou que 35 navios, entre petroleiros, porta-contêineres e embarcações comerciais, receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. O estreito, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, está parcialmente bloqueado pelo Irã como resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2026. Segundo a agência Tasnim, a passagem foi permitida sob "coordenação e garantia de segurança" do governo iraniano. O jornal *New York Times* revelou que Teerã está em negociações com Omã, aliado dos EUA, para implementar um sistema de cobrança de taxas para embarcações que utilizarem a rota. Embora não haja um acordo formal, as discussões indicam que as partes exploram uma proposta de taxas por serviços, e não um pedágio tradicional. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã, definiu limites para a área de supervisão e exigirá autorização prévia para a passagem de navios.
Impacto global e reações internacionais
A guerra no Irã e o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz têm gerado impactos significativos na economia global, especialmente no mercado de petróleo. O *New York Times* destacou que as negociações entre Irã e Omã sinalizam a falta de progresso nas tentativas de encerrar o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a postura iraniana, acusando o país de criar obstáculos ao comércio internacional. O Estreito de Ormuz é uma das principais vias para o transporte de petróleo, e qualquer interrupção no tráfego pode elevar os preços e desestabilizar mercados. Analistas alertam que a situação atual reflete a escalada de tensões entre o Irã e as potências ocidentais, com riscos de novos confrontos caso as negociações não avancem.