Escritora Rosa Rankin-Gee lança distopia política 'My Only Boy' com crítica ao futuro próximo da Inglaterra
O novo romance de Rosa Rankin-Gee, 'My Only Boy', apresenta uma Inglaterra distópica marcada por crise climática, instabilidade política e corrupção corporativa. A obra, que segue o sucesso de 'Dreamland' (2021), explora um cenário onde um governo de extrema-direita assume o poder e uma empresa chamada Gigr explora trabalhadores em condições precárias, pagando salários mínimos para sobrevivência. A protagonista Elle, diretora de comunicação da Gigr, enfrenta dilemas éticos enquanto lida com mortes frequentes de funcionários.
Contexto e enredo
Em 'My Only Boy', Rosa Rankin-Gee constrói uma narrativa ambientada em um futuro próximo onde a Inglaterra enfrenta uma crise política e social. O governo eleito é de extrema-direita, e a empresa Gigr, central na trama, conecta trabalhadores a empregos temporários mal remunerados. A protagonista Elle, responsável pela comunicação da Gigr, testemunha e gerencia crises, como suicídios de funcionários exaustos. A empresa utiliza algoritmos para pagar o mínimo possível aos trabalhadores, que muitas vezes aceitam os empregos para complementar renda insuficiente de outros trabalhos ou acessar serviços emergenciais.
Temas e crítica social
A obra aborda temas como desigualdade social, exploração corporativa e as consequências de políticas populistas. Rankin-Gee critica um sistema onde trabalhadores são forçados a aceitar condições precárias para sobreviver, enquanto empresas lucram com algoritmos que minimizam salários. O romance também reflete sobre a normalização da crise, com mortes frequentes de funcionários sendo tratadas como danos colaterais inevitáveis. A autora destaca como a ficção pode se aproximar perigosamente da realidade, especialmente em um contexto de polarização política e crise climática.