México aprova emenda constitucional para anular eleições por interferência estrangeira
O Senado do México aprovou uma emenda constitucional que permite anular eleições em casos de 'interferência estrangeira', definida como financiamento ilícito, propaganda, desinformação sistemática ou intervenção de governos e agências externas. A medida, defendida pela presidente Claudia Sheinbaum, visa preservar a soberania eleitoral do país, mas é criticada pela oposição como uma tentativa de consolidar vantagens políticas.
Contexto e aprovação da emenda
O Senado mexicano aprovou em 29 de maio de 2026 uma emenda constitucional que inclui a 'interferência estrangeira' como motivo para anulação de eleições. A medida, já aprovada pela Câmara dos Deputados, define interferência como financiamento ilícito, disseminação de desinformação, manipulação digital e intervenção de governos ou agências estrangeiras. A presidente Claudia Sheinbaum argumentou que a lei é necessária para proteger a soberania eleitoral do México, citando casos anteriores de financiamento externo a organizações com impacto político.
Críticas e controvérsias
A emenda enfrentou resistência de partidos de oposição, que acusam o Movimento de Regeneração Nacional (Morena), partido de Sheinbaum, de usar a medida para consolidar vantagens políticas. A presidente negou as acusações e destacou o caso da organização Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade, acusada de receber financiamento internacional, como exemplo de interferência externa. Sheinbaum afirmou que os critérios para enquadramento serão definidos em uma lei posterior.