Harlequin anuncia mudanças em linhas de romances populares e encerra publicação de históricos
A Harlequin, uma das maiores editoras de romances do mundo, anunciou o encerramento de sua linha de romances históricos, sem planos de continuar publicando o gênero em outras coleções. A decisão faz parte de uma série de ajustes recentes, incluindo o fim das linhas Kimani, dedicada a romances com protagonistas negros, e Desire, cujos títulos foram redistribuídos para outras categorias.
Legado e impacto das linhas Harlequin
Fundada em 1949 como uma empresa de embalagens, a Harlequin iniciou sua trajetória no mercado de romances na década de 1950 após adquirir os direitos de distribuição da britânica Mills & Boon. Nos anos 1980, os romances já representavam a maior parte de sua receita. Com cerca de 50 lançamentos mensais, a editora mantém um público fiel, incluindo leitores que consomem os livros há décadas sem necessariamente discutir suas preferências online. A filósofa e escritora bell hooks, por exemplo, era conhecida por ler dois romances Harlequin por dia durante sua juventude.
Linhas descontinuadas e polêmicas recentes
Além do encerramento da linha de romances históricos, a Harlequin descontinuou a Kimani, focada em romances com protagonistas negros, e redirecionou seus autores para outras coleções temáticas. A linha Desire também foi fechada, com seus títulos sendo absorvidos pelas coleções Presents e Afterglow. A editora não esclareceu se manterá a publicação de romances históricos em outras categorias, gerando incertezas entre autores e leitores.