Servidora da Polícia Científica do RN é afastada por esquema de emissão de identidades falsas
A Justiça do Rio Grande do Norte determinou o afastamento de uma servidora da Polícia Científica suspeita de participar de um esquema de emissão fraudulenta de documentos de identificação. A operação 'Alter Ego' revelou que mais de 400 registros suspeitos podem estar ligados a crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Esquema de fraude descoberto
A Operação Alter Ego, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, identificou um esquema de emissão fraudulenta de documentos de identificação envolvendo uma servidora da Polícia Científica. Segundo as investigações, a servidora utilizou suas credenciais funcionais para inserir dados biográficos falsos no sistema do órgão, além de vincular suas próprias impressões digitais a registros de pessoas inexistentes. Estima-se que mais de 400 identidades falsas tenham sido criadas, sendo usadas para abrir contas bancárias, registrar empresas de fachada e adquirir veículos.
Medidas judiciais e investigação
A Justiça determinou o afastamento imediato da servidora, proibindo-a de acessar as dependências e sistemas da Polícia Científica. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e local de trabalho, resultando na apreensão de um notebook e um celular. A investigação teve início após a própria Polícia Científica detectar inconsistências em registros antigos, comunicando o caso à Polícia Civil. O nome 'Alter Ego' faz referência ao método utilizado no esquema, onde a servidora usava suas digitais para validar identidades falsas.