Israel e Líbano retomam negociações diretas em Washington após décadas de conflito
Representantes de Israel e do Líbano realizarão a segunda rodada de negociações diretas em Washington na quinta-feira (23/04), mediadas pelos Estados Unidos. As conversas ocorrem após a primeira reunião em 14/04, mas sem a participação do Hezbollah, que classificou as negociações como um 'pecado nacional'. Apesar do cessar-fogo de 10 dias, Israel mantém ofensivas no sul do Líbano e ameaça usar 'toda a sua força' em caso de ameaças.
Contexto das negociações
Israel e Líbano iniciaram negociações diretas pela primeira vez desde 1993, com mediação dos Estados Unidos. A primeira rodada ocorreu em 14 de abril de 2026, em Washington, mas não incluiu o Hezbollah, grupo político e militar libanês que classificou a decisão do governo libanês de negociar com Israel como um 'pecado nacional'. Hassan Fadlallah, membro do Parlamento do Hezbollah, afirmou que as conversas não refletem a identidade nacional do Líbano nem as escolhas de seu povo.
Posição de Israel e ameaças contínuas
Apesar das negociações e de um cessar-fogo de 10 dias em vigor desde 17 de abril, Israel continua suas ofensivas no território libanês. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o Exército recebeu instruções para usar 'toda a sua força' no Líbano caso as tropas israelenses sejam alvo de ameaças. As negociações são vistas como um esforço diplomático, mas a tensão militar persiste na região.
Próximos passos e mediação dos EUA
A segunda rodada de negociações está marcada para 23 de abril, no Departamento de Estado dos EUA, com a participação dos embaixadores de Israel e do Líbano. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recebeu os representantes Yechiel Leiter (Israel) e Nada Moawad (Líbano) na primeira rodada. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA continuarão a facilitar 'discussões diretas e de boa-fé' entre os dois governos.