Rússia, maior fornecedor do Brasil, interrompe exportações de nitrato de amônio por um mês
A Rússia, responsável por até 40% do comércio global de nitrato de amônio e principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil, anunciou nesta terça-feira (24) a interrupção de suas exportações do produto por um mês. A medida, que vai até 21 de abril, visa garantir estoque suficiente para a temporada de plantio da primavera no país, segundo a Reuters. Em 2025, a Rússia forneceu 25,9% dos adubos químicos comprados pelo Brasil, tornando o impacto dessa decisão potencialmente significativo para a agricultura brasileira.
Motivação e Duração da Interrupção
A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio, disse nesta terça-feira (24) que vai interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril. A justificativa oficial para a medida é a necessidade de garantir estoque suficiente durante a temporada de plantio da primavera no país. A Rússia não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio à guerra no Oriente Médio, o que torna a gestão dos estoques internos uma prioridade para assegurar a segurança alimentar e agrícola nacional.
Impacto para o Brasil e o Mercado Global
A decisão russa é particularmente relevante para o Brasil, que em 2025 teve a Rússia como seu principal fornecedor de fertilizantes, respondendo por 25,9% dos adubos químicos importados, segundo dados do Ministério do Comércio Exterior. A interrupção das exportações pode gerar preocupações no setor agrícola brasileiro e no mercado global de fertilizantes, que já sente os impactos da guerra no Oriente Médio. A busca por fontes alternativas ou o aumento dos preços podem ser consequências diretas dessa medida, afetando a produção agrícola e os custos para os produtores.