EUA impõem sanções ao órgão iraniano que cobra taxas no Estreito de Ormuz e ameaça retaliar quem pagar
Os Estados Unidos anunciaram sanções contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), criada pelo Irã para cobrar taxas de embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. A medida faz parte da 'Operação Fúria Econômica', que visa restringir fontes de receita do regime iraniano. O governo americano alertou que qualquer pagamento às taxas iranianas pode resultar em sanções, por considerar que os fundos financiam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Contexto e sanções aplicadas
O Departamento do Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), sancionou a PGSA, órgão criado pelo Irã para gerenciar o tráfego marítimo e cobrar taxas no Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, a PGSA opera em conjunto com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a marinha iraniana, exigindo que embarcações forneçam informações e sigam rotas designadas próximas à costa do Irã. Os valores arrecadados são direcionados ao IRGC, grupo considerado terrorista pelos EUA. A medida proíbe qualquer pagamento às taxas, incluindo em moeda fiduciária ou ativos digitais, sob risco de sanções.
Reações e impacto geopolítico
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou a iniciativa iraniana como um sinal de 'desespero por dinheiro' devido às sanções econômicas impostas pelos EUA. A ação ocorre em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, com o Estreito de Ormuz sendo uma rota crítica para o transporte global de petróleo. Analistas apontam que a medida pode aumentar os custos logísticos para países dependentes do comércio marítimo na região, como Japão e China, que já enfrentam desafios para garantir a segurança de suas embarcações.