Incêndio provocado por balão destrói 24 mil m² de Mata Atlântica na Floresta da Tijuca
Um incêndio causado pela queda de um balão na Floresta da Tijuca, no Morro do Anhanguera, destruiu 24 mil metros quadrados de mata, equivalente a 3,3 campos de futebol. As chamas duraram mais de 30 horas e afetaram uma área em regeneração há mais de uma década. Cinco trilhas foram fechadas temporariamente para avaliação dos danos.
Danos ambientais e recuperação
O incêndio, iniciado na noite de domingo (26), consumiu 24 mil metros quadrados de vegetação, incluindo espécies nativas da Mata Atlântica. A área, que não sofria com incêndios há mais de 10 anos, passava por um processo de regeneração natural e ações de reflorestamento para substituir espécies exóticas, como eucaliptos, por nativas. Segundo Bruno Lintomen, analista ambiental do ICMBio e coordenador da Brigada do Parque, a recuperação da área perdida pode levar mais de uma década sem intervenção humana. "Para evitar perdas maiores, é urgente acabar com a cultura de soltar balões", alertou Lintomen.
Impacto na visitação e histórico da área
O Morro do Anhanguera faz parte de um dos três setores do Parque Nacional da Tijuca abertos à visitação pública. Devido ao incêndio, cinco trilhas foram fechadas e só serão reabertas na sexta-feira (1º): Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera. A região tem importância histórica, pois foi reflorestada após a proibição da produção de carvão vegetal no século XIX, decretada por Dom Pedro II. Atualmente, o parque busca restaurar a predominância da Mata Atlântica na área.