Auditoria da Cedae revela irregularidades em aporte de R$ 200 milhões no Banco Master
Relatório interno da Cedae aponta que o Banco Master não atendia aos critérios de investimento da companhia quando recebeu aporte de R$ 200 milhões. Mudanças nas regras internas foram feitas posteriormente para viabilizar a operação, que resultou em prejuízo de mais de R$ 222 milhões. Documentos foram encaminhados a órgãos de controle como TCE e MPRJ.
Conclusões da auditoria
Uma auditoria interna da Cedae concluiu que o Banco Master não cumpria os requisitos mínimos estabelecidos pela política de investimentos da companhia no momento em que foram iniciadas as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. O relatório, obtido pela Globonews, destaca que o banco possuía classificação de risco inferior à exigida e era avaliado por apenas uma agência de rating. Segundo os auditores, as regras internas foram alteradas meses depois para permitir o investimento, adaptando-se ao perfil do Banco Master.
Prejuízos e encaminhamentos
A Cedae registrou prejuízo superior a R$ 222 milhões com o investimento no Banco Master. O presidente da estatal, Rafael Rolim, encaminhou o relatório da auditoria à diretoria com recomendação de envio aos órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A investigação também analisou a origem da operação e as mudanças na política de investimentos que antecederam a aplicação dos recursos.
Alertas ignorados
Documentos obtidos pela reportagem revelam que a diretoria financeira da Cedae ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação financeira do Banco Master. A auditoria reconstruiu a cronologia dos eventos e confirmou que, em março de 2023, a política de aplicações financeiras da companhia exigia classificação mínima de risco equivalente a 'A-', critério não atendido pelo banco na época.