Tartarugas gigantes de Floreana, extintas há 150 anos, são reintroduzidas em Galápagos após esforço científico histórico
Cientistas reintroduziram 158 tartarugas gigantes de Floreana no arquipélago de Galápagos, espécie considerada extinta há cerca de 150 anos. O projeto envolveu análise genética de descendentes híbridos e reprodução em cativeiro para restaurar o ecossistema da ilha, impactado por décadas de degradação.
Processo de resgate e reintrodução
O retorno das tartarugas gigantes de Floreana foi possível graças a um estudo da Galapagos Conservation Trust, que identificou descendentes híbridos da espécie no Vulcão Wolf, em outras ilhas do arquipélago. Análises genéticas permitiram selecionar indivíduos com alta carga genética da linhagem original de Floreana. Após um programa de reprodução em cativeiro, 158 tartarugas juvenis foram soltas na ilha, marcando o início da restauração ecológica. A expectativa é que o ciclo de recuperação leve décadas para atingir a maturidade total, mas já demonstra impactos positivos na vegetação local.
Importância ecológica das tartarugas gigantes
As tartarugas gigantes são consideradas 'jardineiras da natureza' em Galápagos devido ao seu papel fundamental na dispersão de sementes e manutenção da vegetação rasteira. Ao se locomoverem e se alimentarem, elas abrem clareiras naturais e fertilizam o solo, favorecendo o crescimento de plantas nativas. A extinção da espécie em Floreana, declarada em 1850, foi causada pela caça predatória e introdução de espécies invasoras, resultando em desequilíbrio ecológico na ilha.
Cronologia do projeto
1850: Extinção declarada da espécie em Floreana devido à caça predatória e espécies invasoras. 2012: Descoberta genética identifica genes da tartaruga de Floreana em indivíduos de outras ilhas. 2026: Liberação de 158 tartarugas juvenis para iniciar a restauração ecológica da ilha, marcando o primeiro retorno da espécie após 150 anos.