PF aponta infiltração de grupo ligado a Daniel Vorcaro em sistemas sigilosos da corporação
A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, e outros seis alvos. A investigação revela que integrantes da PF, incluindo uma delegada e policiais em atividade e aposentados, integravam um núcleo chamado 'A Turma', acusado de intimidar desafetos, obter dados sigilosos e monitorar adversários. O grupo teria acesso indevido a sistemas governamentais, como o e-Pol, para repassar informações ao operador financeiro Marilson Roseno da Silva.
Núcleo 'A Turma' e práticas ilícitas
A Polícia Federal identificou um grupo interno denominado 'A Turma', composto por policiais federais em atividade e aposentados, além de uma delegada da corporação. Segundo a investigação, o núcleo era responsável por práticas como ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos e obtenção de dados sigilosos. O grupo atuava em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, com Henrique Vorcaro, seu pai, sendo apontado como operador financeiro dos pagamentos ilícitos. Marilson Roseno da Silva, líder do núcleo, coordenava as ações e recebia informações sigilosas repassadas por Valéria Vieira Pereira da Silva e Francisco José Pereira da Silva, ambos policiais federais.
Acesso indevido a sistemas governamentais
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, destaca que o grupo tinha acesso indevido a sistemas sensíveis da Polícia Federal, como o e-Pol, plataforma interna utilizada para consultas e operações sigilosas. Valéria Vieira Pereira da Silva e Francisco José Pereira da Silva, segundo a PF, realizavam consultas no sistema e repassavam as informações obtidas a Marilson Roseno da Silva. A investigação também menciona Manoel Mendes Rodrigues, descrito como 'empresário do jogo' no Rio de Janeiro e líder de um braço local do grupo, reforçando a extensão das atividades ilícitas.