Ataque ucraniano a dormitório estudantil em Lugansk deixa 21 mortos e Kremlin critica silêncio do Ocidente
Um ataque de drones das Forças Armadas da Ucrânia atingiu um dormitório estudantil em Starobelsk, na região de Lugansk, resultando na morte de 21 pessoas, incluindo crianças. As operações de resgate foram concluídas no sábado (23/05), com 63 feridos. O Kremlin criticou a falta de condenação do Ocidente ao ataque, classificando-o como 'terrorista bárbaro'. A região de Lugansk declarou luto oficial nos dias 24 e 25 de maio de 2026.
Detalhes do ataque e vítimas
As equipes de resgate concluíram as operações de busca no local do bombardeio ocorrido na madrugada de sexta-feira (22/05), em um dormitório da Universidade Pedagógica de Luhansk, na cidade de Starobelsk. Foram recuperados os corpos de 21 vítimas, enquanto 63 pessoas ficaram feridas. Inicialmente, havia sido informado que seis crianças haviam morrido, mas as buscas revelaram um número maior de vítimas sob os escombros. A região de Lugansk, anexada pela Rússia em setembro de 2022, não é totalmente controlada por Moscou, e combates intensos persistem na linha de frente.
Reações internacionais e críticas do Kremlin
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou duramente os países ocidentais por não condenarem o ataque ucraniano. Segundo Peskov, 'não vimos nenhuma ação que pudesse ser percebida como uma condenação a este ataque terrorista bárbaro contra jovens'. Jornalistas estrangeiros de 19 países visitaram o local do ataque para cobrir o ocorrido. A República Popular de Lugansk, autoproclamada e reconhecida pela Rússia, declarou luto oficial nos dias 24 e 25 de maio de 2026 em homenagem às vítimas.