Tribunal do Júri julga réus por tentativa de homicídio contra policial penal em Belém
Dois réus são julgados pelo Tribunal do Júri em Belém por tentativa de homicídio contra um policial penal e dois vizinhos em julho de 2021. O caso ocorreu em meio a uma onda de violência contra agentes penais na capital paraense, que registrou oito mortes em oito dias. A vítima sobreviveu após cinco cirurgias.
Contexto do crime
Thiago Costa Aragão e César Correia de Nazaré são julgados pelo Tribunal do Júri de Belém por envolvimento na tentativa de homicídio contra o policial penal Sebastião Pereira Ferreira, ocorrida em 19 de julho de 2021. O ataque aconteceu no bairro da Sacramenta, quando a vítima chegava em casa e foi surpreendida por atiradores. Sebastião reagiu e disparou contra os suspeitos, resultando em uma troca de tiros que feriu também dois vizinhos e um dos envolvidos no crime, Carlos Victor Ramos da Silva. O policial penal sobreviveu ao atentado, mas precisou passar por cinco cirurgias devido a um tiro na barriga.
Antecedentes e investigação
O Ministério Público do Pará (MPPA) acusa os réus de participarem do planejamento do crime. Até o momento, quatro pessoas já foram condenadas ou presas pelo caso. Carlos Victor Ramos da Silva foi condenado a 24 anos de prisão em outubro de 2021, enquanto Luís Esteferson da Silva Monteiro recebeu pena de 56 anos em abril de 2026. Outro suspeito está preso aguardando julgamento, e cinco pessoas permanecem foragidas. O atentado ocorreu em um período de alta tensão em Belém, com oito policiais penais assassinados em apenas oito dias antes do ataque a Sebastião.
Depoimentos e acusações
Durante a audiência, prestaram depoimento a vítima, Sebastião Pereira Ferreira, a então investigadora (atualmente delegada) que atuou no caso e o delegado responsável pela investigação. Os réus respondem pela tentativa de homicídio de três pessoas: o policial penal e os dois vizinhos que foram baleados durante a troca de tiros. O julgamento continua com a análise das provas e depoimentos para definir a responsabilidade dos acusados.