Adolescente com doença rara enfrenta risco de vida após queda de energia de 9 horas em MS
Matheus de Souza Pires Honório de Godoy, 13 anos, depende de equipamentos médicos como respirador e aspirador de traqueia devido à Mucopolissacaridose Tipo II. Família foi obrigada a deixar a residência durante a noite após temporal derrubar árvore sobre rede elétrica em Campo Grande, interrompendo o fornecimento de energia por nove horas.
Doença rara e dependência de equipamentos
Matheus de Souza Pires Honório de Godoy, de 13 anos, sofre de Mucopolissacaridose Tipo II, uma doença genética rara e progressiva. Ele depende de aparelhos como respirador, aspirador de traqueia, inalador e colchão pneumático para sobreviver. A mãe, Fernanda de Souza Pires, relatou que a falta de energia coloca a vida do filho em risco imediato, especialmente em dias quentes, quando a temperatura corporal do adolescente pode subir rapidamente, causando febre.
Queda de energia e impacto na família
A rua Espiridião Castelo Branco, no conjunto Paraty II, em Campo Grande, ficou sem energia por nove horas após um temporal derrubar uma árvore de grande porte sobre a rede elétrica no domingo (19). A Energisa informou que a estrutura precisou ser reconstruída e que realizará o corte de galhos próximos à rede. Desde que se mudaram para o local, há um mês, a família já enfrentou três quedas de energia. Durante o último episódio, a família precisou sair de casa às 20h e se abrigar na residência da avó de Matheus, a cerca de 4 km de distância, para manter os equipamentos ligados. A energia foi restabelecida apenas por volta da 1h da madrugada.
Riscos à saúde e dificuldades enfrentadas
Fernanda destacou que o respirador de Matheus possui bateria com autonomia de 3 a 5 horas. Após esse período, a família não consegue permanecer na residência. Além disso, o adolescente não pode ficar sem ar condicionado, pois o calor aumenta o risco de febre. 'Ele não pode ficar sem ar condicionado, porque se fica em lugar quente a temperatura sobe e ele faz febre', afirmou. A mãe também mencionou que, em uma ocasião anterior, a família precisou deixar a casa às 4h da manhã devido à falta de energia, que só foi restabelecida quase 10 horas depois.