Martin Scorsese adota IA para pré-visualização e storyboarding em novos projetos cinematográficos
O cineasta Martin Scorsese anunciou sua parceria com a Black Forest Labs para utilizar inteligência artificial em processos de pré-visualização e storyboarding. Scorsese destacou que a tecnologia permite transmitir sua visão de forma mais clara e eficiente para a equipe criativa, economizando tempo e reduzindo o desgaste da equipe. Ele também ressaltou a importância de estar aberto à evolução do cinema, um meio com apenas 125 anos de história.
Parceria com a Black Forest Labs
Martin Scorsese tornou-se conselheiro da Black Forest Labs, empresa especializada em ferramentas de IA para cinema. Ele revelou que está utilizando o software FLUX, desenvolvido pela companhia, para aprimorar seus processos de pré-visualização e storyboarding. Scorsese mencionou que a IA permite descrever cenas detalhadamente, como uma cidade medieval no Cáucaso, e obter resultados visuais que correspondem à sua visão criativa. A parceria foi intermediada pela BroadLight Capital, cofundada pelo empresário Rick Yorn, que também gerencia a carreira do diretor.
Benefícios da IA no cinema
Scorsese enfatizou que o uso de IA na pré-produção pode resultar em economia de tempo e recursos, além de facilitar a comunicação com a equipe técnica, incluindo diretores de arte e cinematógrafos. Ele destacou que a tecnologia contribui para 'menos desgaste da equipe' e permite que o diretor refine sua visão antes de envolver um grande número de profissionais. Scorsese também comparou o processo a criar um filme em um 'quarto privado', onde a inteligência cinematográfica é desenvolvida antes de ser compartilhada com a equipe.
Evolução do cinema e futuro dos projetos
O cineasta reforçou a importância de estar aberto às inovações tecnológicas no cinema, citando exemplos anteriores como o uso de 3D em 'Hugo' e técnicas de rejuvenescimento em 'O Irlandês'. Embora não tenha confirmado se utilizou IA no próximo filme, 'What Happens at Night', estrelado por Leonardo DiCaprio, Scorsese demonstrou entusiasmo com as possibilidades oferecidas pela inteligência artificial para o futuro da sétima arte.