Indústria gaúcha exporta 460 mil quilos de erva-mate por mês para Síria e outros países
Fábrica em Venâncio Aires (RS) processa erva-mate para consumo interno e exportação, com destaque para 460 mil quilos mensais enviados à Síria. O produto exportado possui características distintas do consumido no Brasil, como folhas mais grossas e sabor intenso, e passa por um período de estoque de 8 a 12 meses antes do envase. Além da Síria, a erva-mate gaúcha também é exportada para Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai.
Processo de produção e exportação
A produção da erva-mate na fábrica de Venâncio Aires (RS) começa com a colheita e passa por etapas como sapeco, secagem e trituração inicial em uma filial no Paraná. Após ser transportada para o Rio Grande do Sul, a erva é moída e misturada para definir a proporção de talos e folhas, seguindo para o envase. O tipo exportado para a Síria difere do padrão brasileiro, apresentando folhas mais grossas, cor pálida e sabor mais intenso, resultado de um período de estoque de 8 a 12 meses antes da embalagem. O consumo na Síria também segue tradições distintas, com cada pessoa utilizando sua própria cuia e apenas a água sendo compartilhada.
Mercados internacionais
Além da Síria, principal destino das exportações, a indústria gaúcha envia erva-mate para outros países, incluindo Polônia, Chile, Uruguai e Paraguai. O produto adaptado para o mercado externo atende a demandas específicas de cada região, consolidando a erva-mate como um item de relevância no comércio internacional do Rio Grande do Sul.