Juíza venezuelana María Lourdes Afiuni é libertada após quase 10 anos de perseguição judicial sob governo Chávez
A juíza María Lourdes Afiuni teve seu processo encerrado definitivamente após quase uma década de prisão e perseguição judicial durante o governo de Hugo Chávez. Afiuni, conhecida como 'prisioneira pessoal de Chávez', foi presa em 2009 após ordenar a soltura do banqueiro Eligio Cedeño e sofreu violações de direitos humanos e do devido processo legal. Sua libertação marca o fim de um caso simbólico da erosão da independência judicial na Venezuela.
Contexto da prisão e perseguição
María Lourdes Afiuni foi presa em dezembro de 2009 após determinar a soltura sob fiança do banqueiro Eligio Cedeño. Na época, o então presidente Hugo Chávez exigiu publicamente sua condenação a até 30 anos de prisão, chamando-a de 'bandida' e 'corrupta'. Afiuni ficou conhecida como 'prisioneira pessoal de Chávez' devido à pressão política sobre seu caso. Ela permaneceu detida até ser transferida para prisão domiciliar em 2013, mas enfrentou novas acusações em 2019, quando foi condenada a cinco anos de prisão por 'corrupção espiritual', um crime que sua defesa classificou como 'fabricado'.
Violações de direitos humanos e impacto na saúde
Durante os anos de prisão e perseguição, Afiuni e sua família denunciaram graves violações de direitos humanos e do devido processo legal. Seu irmão, Nelson Afiuni, relatou em 6 de agosto de 2026 que sua saúde se deteriorou, com sintomas como tonturas, vômitos e hipertensão. O comunicado da família destacou que o caso se tornou um 'símbolo inequívoco da erosão da independência judicial na Venezuela'. A decisão judicial que encerrou o processo foi celebrada como o fim de um 'longo e doloroso capítulo'.