Elon Musk vs. OpenAI: Juíza proíbe menções a 'apocalipse' e Musk admite uso de tecnologia da OpenAI na xAI
O quarto dia do julgamento entre Elon Musk e a OpenAI foi marcado por restrições judiciais e confissões técnicas. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers proibiu menções a riscos existenciais da IA, enquanto Musk admitiu que a xAI utilizou parcialmente tecnologia da OpenAI para treinar o chatbot Grok. Depoimentos também revelaram contradições sobre manipulação de algoritmos no X e políticas de código aberto.
Restrições judiciais e estratégias de defesa
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers determinou a proibição de qualquer referência ao potencial da inteligência artificial (IA) causar extinção humana ou catástrofes globais durante o julgamento. Segundo ela, o caso deve se limitar a questões contratuais e financeiras, evitando debates sobre 'roteiros de ficção científica'. A decisão impactou diretamente a estratégia de Elon Musk, que buscava se posicionar como defensor da ética na IA.
Admissão técnica e contradições
Elon Musk admitiu, sob questionamento do advogado da OpenAI, William Savitt, que a xAI utilizou parcialmente tecnologia da OpenAI para treinar o chatbot Grok, prática conhecida como 'destilação'. Além disso, foram levantadas contradições em suas declarações: Musk negou manipulação do algoritmo do X (antigo Twitter) para autopromoção ou prejuízo à OpenAI, apesar de evidências em 2023 sugerirem o contrário. Também foram apresentados e-mails nos quais Musk concordava com a necessidade de restringir o compartilhamento de código aberto à medida que a IA avançasse, por questões de segurança.
Depoimento de Jared Birchall e detalhes financeiros
Jared Birchall, responsável pela gestão financeira de Elon Musk, depôs e revelou detalhes sobre as doações iniciais que deram origem à OpenAI. Birchall confirmou que Musk foi um dos principais financiadores da organização, mas não forneceu números exatos sobre os valores envolvidos. O depoimento reforçou o foco do julgamento em questões contratuais, especialmente relacionadas ao acordo de 2015 que estabeleceu a OpenAI como uma organização sem fins lucrativos.