Brasil fica para trás na indústria cinematográfica por falta de leis de incentivo nacionais, alertam especialistas
Especialistas em audiovisual destacam que o Brasil perde competitividade na indústria cinematográfica por não possuir leis de incentivo nacionais robustas. Países como Colômbia e México avançam enquanto o Brasil depende de iniciativas municipais limitadas, como as de Rio de Janeiro e São Paulo. A ausência de políticas federais afasta produções internacionais e prejudica o desenvolvimento do setor.
Posicionamento do Brasil no cenário audiovisual global
Durante o painel 'Inovação e investimentos na indústria do cinema', realizado no São Paulo Innovation Week (SPIW), especialistas alertaram para a defasagem do Brasil no setor audiovisual. Steve Solot, presidente do Latin American Training Center, afirmou que o país está 'muito mal posicionado' em comparação a nações vizinhas, como Colômbia e México, que possuem políticas de incentivo mais estruturadas. Solot citou como exemplo a produção de 'Velozes e Furiosos 5', que teve cenas ambientadas no Brasil gravadas em estúdios no exterior devido à falta de incentivos locais.
Desafios das Film Commissions e leis de incentivo
Joana Braga, coordenadora de Economia Criativa da Porto Alegre Film Commission, destacou que cidades menores enfrentam dificuldades ainda maiores para atrair produções. Enquanto metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo possuem alguns incentivos municipais, regiões menos desenvolvidas ficam à margem do mercado. As Film Commissions, órgãos que facilitam a produção de filmes, dependem de leis de incentivo para viabilizar projetos, mas a ausência de uma política nacional unificada limita o potencial do setor no país.