Irã reabre Estreito de Ormuz após ataques a navios e ameaças de bloqueio total
Três navios porta-contêineres foram alvejados por disparos no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), em incidentes atribuídos à Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). O Irã impôs restrições à navegação após bombardeios dos EUA e Israel, elevando tensões na região estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. Cessar-fogo temporário evitou escalada imediata, mas ameaças de bloqueio total persistem.
Incidentes no Estreito de Ormuz
Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026. Segundo a agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e fontes de segurança marítima, os ataques foram realizados por lanchas da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). O primeiro navio, com bandeira da Libéria, sofreu danos após ser alvejado por tiros e granadas lançadas por foguetes ao nordeste de Omã. A tripulação não sofreu ferimentos, e não houve incêndio ou impacto ambiental. Um segundo navio, com bandeira do Panamá, e um terceiro, também da Libéria, foram alvos de disparos a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irã, mas não registraram danos.
Contexto e ameaças iranianas
O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural antes do conflito iniciado em 28 de fevereiro, foi alvo de restrições impostas pelo Irã em retaliação a bombardeios dos EUA e Israel. O país também reagiu ao bloqueio naval norte-americano de seus portos. Fontes relataram que os comandantes dos navios não receberam contato por rádio antes dos ataques. O Irã ameaçou fechar completamente o estreito, mas um cessar-fogo temporário evitou uma escalada imediata.