Corregedoria da PM de SP indicia quatro policiais por esquema de segurança ilegal para dirigentes da Transwolff ligados ao PCC
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu inquérito que apura participação de PMs em esquema de segurança privada ilegal para dirigentes da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavar dinheiro do PCC. Quatro policiais foram indiciados, incluindo um capitão e um tenente-coronel, com pedido de manutenção de prisão preventiva. Investigações também apontam relação financeira entre a empresa e o ex-presidente da Câmara Municipal de SP, Milton Leite.
Contexto da investigação
A Transwolff e a UPBus foram alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo, sob suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, os policiais militares indiciados integravam uma estrutura de proteção armada para Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e Cícero de Oliveira, o Té, ambos classificados como operadores de lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
Policiais indiciados e defesa
Foram indiciados pela Corregedoria o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Nereu Aparecido Alves, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário e o tenente-coronel José Henrique Martins Flores. A defesa do capitão Alexandre afirmou que ele é inocente e que as investigações se estendem por tempo 'exagerado', sem fundamentação legal. As defesas dos demais indiciados não foram localizadas até a publicação desta reportagem.
Relação com político e interceptações
As investigações também encontraram indícios de relação financeira entre o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), e a Transwolff. Interceptações telefônicas revelaram que o sargento Nereu justificou um atraso na escolta por estar, em 18 de agosto de 2023, na inauguração de uma creche municipal ao lado do vereador.