Sumaré concentra metade dos casos de esporotricose na região de Campinas em 2026; doença transmitida por gatos preocupa autoridades
Sumaré (SP) registra três dos seis casos confirmados de esporotricose humana na região de Campinas em 2026, representando 50% dos diagnósticos. A doença, causada por fungo e transmitida principalmente por gatos, preocupa autoridades devido ao aumento de infecções. Sintomas incluem lesões que não cicatrizam em humanos e animais, com risco de disseminação para outros órgãos se não tratada.
Transmissão e grupos de risco
A esporotricose é transmitida por arranhões, mordidas ou contato direto com feridas de gatos infectados. O fungo, presente no solo, madeiras e plantas, se aloja nas unhas dos felinos. Segundo a médica veterinária Vivían Quito, gatos com acesso à rua são os mais vulneráveis. "Nos gatos, os principais sinais são feridas que não cicatrizam, especialmente no focinho, orelhas, patas e rabo", afirma. A aposentada Martina Pereira Menezes contraiu a doença após interagir com gatos de rua, desenvolvendo lesões no calcanhar que evoluíram para inchaço e formigamento.
Sintomas e alerta das autoridades
Em humanos, a esporotricose inicia com vermelhidão e pequenas lesões na pele. Sem tratamento, as feridas aumentam, se espalham pelo corpo e podem atingir órgãos internos. A gerente da Vigilância Epidemiológica de Sumaré, Elane Granja, atribui o aumento de casos à falta de informação. "Muitas pessoas ignoram as lesões nos animais e mantêm proximidade sem buscar ajuda profissional", alerta. A Secretaria Estadual de Saúde reforça a necessidade de cuidados ao lidar com gatos de rua ou com ferimentos suspeitos.