CRM-MT investiga conduta de dois médicos presos por estupro em menos de 24 horas
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou sindicâncias para apurar a conduta de dois médicos presos por estupro em menos de 24 horas no estado. Os casos ocorreram em Tangará da Serra e Barra do Garças, envolvendo vítimas menores de idade e uma ex-companheira.
Casos investigados pelo CRM-MT
O CRM-MT abriu investigações preliminares para verificar possíveis infrações ao Código de Ética Médica após a prisão de dois médicos por estupro. O primeiro caso envolve um médico de 45 anos, preso em Tangará da Serra, condenado por estuprar suas sobrinhas, de 6 e 13 anos, entre 2016 e 2020. Segundo a Polícia Civil, o médico ameaçava matar familiares para evitar denúncias. Ele foi condenado inicialmente a 40 anos de prisão, pena reduzida para 23 anos após recurso. O médico negou as acusações, alegando motivação por conflitos familiares relacionados à divisão de terras.
Segundo caso em Barra do Garças
O segundo médico investigado, João Paulo Moura Cavalcante, de 42 anos, foi preso em Barra do Garças. Ele possuía dois mandados de prisão: um por violência doméstica e outro por condenação definitiva por estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma ex-companheira. A pena fixada foi de 12 anos de prisão. O CRM-MT destacou que as sindicâncias tramitam sob sigilo.