Biopic 'Michael' sobre Michael Jackson estreia sob polêmica por abordagem de acusações de abuso sexual
O filme 'Michael', biopic sobre Michael Jackson, chega aos cinemas em meio a críticas por não abordar diretamente as acusações de abuso sexual que marcaram a fase final da carreira do artista. A produção, dirigida por Antoine Fuqua, foca no período entre os anos 1960 e 1988, evitando os processos judiciais de 2005. Colman Domingo, que interpreta um dos personagens centrais, sugeriu a possibilidade de uma sequência para tratar desses temas.
Foco narrativo e reações
O filme 'Michael' concentra-se na formação artística de Michael Jackson, desde a infância nos Jackson 5 até o lançamento do álbum 'Bad' em 1988. Segundo Colman Domingo, a obra busca retratar a trajetória do ícone 'através de seus próprios olhos', sem explorar as acusações de abuso sexual que surgiram em 2005. A decisão gerou reações divergentes: enquanto alguns críticos elogiaram a abordagem 'íntima e artística', outros acusaram a produção de 'branquear' a história ao ignorar controvérsias.
Possibilidade de sequência
Em entrevista ao programa 'Today', da NBC, Domingo mencionou que uma possível sequência poderia abordar os eventos posteriores a 1988, incluindo as acusações. 'Este filme é sobre a construção de Michael como artista. Uma segunda parte talvez trate de outros aspectos de sua vida', afirmou. A produção é executada pelos administradores do espólio de Jackson, John Branca e John McClain, ao lado do diretor Antoine Fuqua.
Recepção crítica
As críticas ao filme foram polarizadas. Alguns veículos destacaram a qualidade técnica e a performance do elenco, enquanto outros apontaram a falta de profundidade na abordagem das polêmicas. No Rotten Tomatoes, 'Michael' registra uma aprovação entre 26% e 35% entre críticos certificados.