Brasileira processa empresas de MrBeast por assédio sexual, moral e violações trabalhistas nos EUA
A brasileira Lorrayne Mavromatis protocolou ação judicial na Justiça Federal dos EUA contra as empresas de Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, acusando-as de assédio sexual, moral e graves irregularidades trabalhistas. O processo detalha um ambiente de trabalho hostil, violações da licença-maternidade e condutas discriminatórias contra mulheres.
Detalhes da ação judicial
O processo tramita no Tribunal Distrital do Distrito Leste da Carolina do Norte, onde as empresas de MrBeast mantêm operações em Greenville. Lorrayne Mavromatis alega ter sido submetida a um ambiente de trabalho hostil e retaliada após questionar condutas internas. A denúncia destaca a violação da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA), que garante afastamento temporário para o nascimento de filhos. Segundo o documento, a empresa exigiu que ela mantivesse atividades profissionais durante a licença, incluindo participação em chamadas enquanto ainda estava na sala de parto e gestão de lançamentos de produtos semanas após o parto.
Cultura corporativa e condutas alegadas
A ação judicial descreve a cultura corporativa como um 'Clube do Bolinha', caracterizado por tratamento desigual e exclusão de mulheres de reuniões estratégicas. Lorrayne afirma ter sido obrigada a buscar cerveja para MrBeast diante da equipe antes de uma gravação, tarefa considerada degradante para sua posição. O então CEO, James Warren, é acusado de fazer comentários inapropriados sobre sua aparência e solicitar encontros privados fora do ambiente profissional.