Ex-aluna da Wharton abandona MBA para fundar clube de padel e fatura US$ 1 milhão no primeiro ano
Abigail McCulloch largou o MBA na Wharton School da Universidade da Pensilvânia para fundar o Alma Padel, clube de padel em Chicago. A decisão veio após perceber falta de paixão em carreiras tradicionais e descobrir no esporte uma oportunidade de negócio. Com investimento próprio de seis dígitos, a empresa alcançou receita de US$ 1 milhão no primeiro ano de operação.
Da apatia à paixão pelo padel
McCulloch iniciou o MBA na Wharton em busca de um novo rumo profissional após trabalhar em uma startup de tecnologia em Nova York. Durante o curso, participou de eventos de recrutamento para bancos e consultorias, mas sentiu-se desmotivada com as perspectivas de carreira tradicional. A virada ocorreu ao conhecer o padel, esporte de raquete popular na América do Sul, durante uma atividade com colegas. Apesar de não ser uma jogadora experiente, ela se encantou com a combinação de elementos de outros esportes e o ambiente social do padel, que ainda é pouco difundido nos EUA.
A ideia que virou negócio
A oportunidade surgiu de forma despretensiosa. Durante uma conversa informal após uma partida de padel, um colega brincou que McCulloch deveria abrir um clube do esporte. A sugestão, inicialmente uma piada, despertou nela a convicção de que essa era a ideia que buscava. Ela elaborou um plano de negócios e conduziu pesquisas de mercado, aplicando-se a um programa de aceleração da própria Universidade da Pensilvânia. Com investimento próprio de centenas de milhares de dólares, McCulloch fundou o Alma Padel em Chicago, focando em um modelo que alia esporte e comunidade.
Resultados e perspectivas
O Alma Padel alcançou a marca de US$ 1 milhão em receita no primeiro ano de operação, validando a aposta de McCulloch no esporte. A empreendedora destaca que a paixão pelo projeto foi fundamental para superar os desafios iniciais. O sucesso reflete não apenas a viabilidade financeira do negócio, mas também o potencial de crescimento do padel nos Estados Unidos, onde o esporte ainda é emergente.