Café robusta amazônico impulsiona agricultura no Amazonas com crescimento recorde
Pesquisas da Embrapa e da Ufam desenvolvem variedade híbrida de café robusta amazônico, impulsionando a produção no estado. Área plantada cresceu 346% entre 2021 e 2025, e o número de cafeicultores mais que dobrou. Agricultores como Edna Pereira expandem investimentos, com apoio de financiamento via Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).
Pesquisa e desenvolvimento do café robusta amazônico
A Embrapa e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolveram uma variedade híbrida de café robusta amazônico, adaptada às condições climáticas da região. Os estudos, iniciados em 2015, identificaram que o café conilon, base para o robusta amazônico, apresentou resultados promissores no Amazonas. A pesquisa foi fundamental para viabilizar a expansão da cafeicultura no estado, que até então era incipiente na região.
Crescimento da produção e do número de cafeicultores
Entre 2021 e 2025, a área plantada com café no Amazonas saltou de 517,81 hectares para 2.312,2 hectares, um aumento de 346%. O número de cafeicultores também cresceu significativamente, passando de 600 para 1.411 no mesmo período. Em 2025, a produção atingiu 2,8 mil toneladas, consolidando o estado como um novo polo de produção cafeeira no Brasil.
Investimentos e desafios dos agricultores
Agricultores como Edna Pereira têm ampliado seus investimentos na cultura do café. Edna iniciou sua plantação com 10 mil pés de café e, em dois anos, expandiu para 20 mil pés, com planos de chegar a 30 mil até dezembro de 2026. Ela cultiva mais de 20 tipos de clones para garantir a qualidade do produto. No entanto, um dos principais desafios é a aquisição de maquinário para processamento dos grãos, etapa em que a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) atua com linhas de crédito e financiamento.