Super El Niño: Previsões elevam alerta para fenômeno forte em 2026 com impactos no Brasil
Modelos meteorológicos internacionais indicam aquecimento intenso no Pacífico tropical, aumentando a probabilidade de um El Niño forte ou muito forte a partir do segundo semestre de 2026. No Brasil, os efeitos podem incluir chuvas excessivas no Sul, secas na Amazônia e Nordeste, além de ondas de calor no Centro-Oeste e Sudeste. Especialistas, no entanto, pedem cautela, destacando incertezas nas previsões nesta fase.
Previsões e alertas climáticos
O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) emitiu um 'alerta de El Niño', com 82% de probabilidade de o fenômeno se desenvolver entre maio e julho de 2026 e 96% de chance de persistir até o inverno do hemisfério norte (dezembro de 2026 a fevereiro de 2027). Modelos meteorológicos internacionais passaram a indicar um cenário de aquecimento cada vez mais intenso no Pacífico tropical, sugerindo a possibilidade de um El Niño forte ou até mesmo um 'super El Niño', termo usado para descrever eventos excepcionalmente intensos, como os registrados em 1997-98 e 2015-16.
Impactos esperados no Brasil
No Brasil, os impactos históricos do El Niño incluem chuvas acima da média no Sul do país, secas severas na Amazônia e no Nordeste, além de ondas de calor mais frequentes e intensas no Centro-Oeste e Sudeste. Esses padrões climáticos podem afetar a agricultura, o abastecimento de água e aumentar o risco de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra.
Incertezas e cautela dos especialistas
Apesar das previsões alarmantes, cientistas como Kimberley Reid, da Universidade de Melbourne, e José Marengo, do Cemaden, alertam para a incerteza das projeções nesta fase do ano. 'O histórico mostra que previsões feitas nesta época do ano ainda carregam incertezas importantes', afirmou Reid. Marengo reforçou que, embora um El Niño moderado a forte seja esperado, ainda é cedo para confirmar a intensidade máxima do fenômeno.