Presidente de Cuba Rejeita Renunciar sob Pressão dos EUA e Exige Diálogo de Igualdade
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, declarou que não renunciará por pressão do governo Trump e solicitou um diálogo entre iguais. Cuba enfrenta intensa pressão econômica e diplomática dos Estados Unidos, que afetam o fornecimento de petróleo e demandam transição política.
Posição Cubana em Entrevista à NBC
Em sua primeira entrevista a uma rede de televisão dos EUA, a "NBC", o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 9 de janeiro de 2026, afirmou: "Se o povo cubano entende que não estou capacitado para o cargo, que não estou à altura das circunstâncias, então eu não deveria ocupar a posição de presidente. Prestarei contas a eles. Mas não são os Estados Unidos que podem nos impor qualquer coisa. O governo dos Estados Unidos, que tem seguido esta política hostil contra Cuba, carece da autoridade moral para exigir qualquer coisa de Cuba". As autoridades cubanas atribuem a crise econômica a fatores como o endurecimento do embargo americano desde 1962, a baixa produtividade econômica e o colapso do turismo.
Pressão e Declarações de Donald Trump e Marco Rubio
O presidente Donald Trump tem expressado publicamente a ideia de "tomar" a ilha, classificando o regime cubano como uma "ameaça" à segurança nacional dos EUA. O secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubana, tem se envolvido diretamente nas negociações com Cuba, exigindo mudanças políticas profundas dos que ele descreve como "dirigentes incompetentes". Rubio, no entanto, negou recentemente ter solicitado a renúncia de Díaz-Canel.