Fundos de hedge ligados à rede 'Tiger Cubs' registram perdas no primeiro trimestre de 2026 em meio a volatilidade por conflito EUA-Irã
Fundos de hedge geridos por ex-executivos e investidores de empresas como Viking Global e Lone Pine registraram perdas no primeiro trimestre de 2026. A volatilidade de março, impulsionada pelo conflito entre EUA e Irã, impactou negativamente o desempenho de gestores ligados à rede 'Tiger Cubs', fundada por ex-colaboradores do lendário Tiger Management de Julian Robertson.
Desempenho dos fundos no primeiro trimestre
Fundos de hedge ligados à rede 'Tiger Cubs', composta por gestores com histórico no Tiger Management de Julian Robertson, enfrentaram um primeiro trimestre desafiador em 2026. A volatilidade do mercado em março, agravada pelo conflito entre EUA e Irã, resultou em perdas para várias dessas gestoras. Avantyr Capital Partners, fundada por Ning Jin, ex-diretor de investimentos da Viking Global, registrou queda de 0,5% no trimestre, após perder 2% em março. Apesar disso, Jin superou seu antigo empregador, que teve perdas de 4,1% em março e 4,6% no acumulado do trimestre. Outros fundos tradicionais da rede também sofreram quedas: Coatue caiu 3,5% e Tiger Global amargou uma perda de 10,5% nos três primeiros meses do ano.
Impacto em gestores da nova geração
A nova geração de gestores da rede 'Tiger Cubs', que inclui ex-executivos de fundos como Lone Pine, Maverick e Discovery, também foi afetada pela instabilidade do mercado. SurgoCap Partners, fundada por Mala Gaonkar — ex-gestora da Lone Pine —, administra mais de US$ 6 bilhões e registrou queda de 4,4% no primeiro trimestre, com perdas de 6,5% apenas em março. Gaonkar deixou a Lone Pine em 2022 após atuar como uma das três principais gestoras de portfólio da empresa. A volatilidade recente reforça os desafios enfrentados por fundos focados em ações de crescimento, especialmente no setor de tecnologia, segmento tradicionalmente forte na estratégia dos 'Tiger Cubs'.