Justiça condena cirurgião plástico por deixar paciente cega após cirurgia estética em SP
A Justiça de São Paulo condenou o cirurgião plástico Renato Tatagiba Garcia e a Clínica Femme a indenizar a paciente iraniana Shirin Saraeian, que perdeu a visão após uma cirurgia estética realizada em abril de 2021. A decisão aponta negligência no acompanhamento pós-operatório, que resultou em lesão irreversível dos nervos ópticos devido a uma anemia aguda não diagnosticada.
Detalhes da condenação
O médico Renato Tatagiba Garcia e a Clínica Femme foram condenados a pagar R$ 162,1 mil por danos morais à paciente Shirin Saraeian, além de reembolsar despesas relacionadas ao caso. A sentença também determina o pagamento de uma pensão vitalícia equivalente a três salários mínimos, retroativa à data da cirurgia, 30 de abril de 2021. O St. Peter Hospital, onde o procedimento foi realizado, foi absolvido por não ter sido comprovada sua responsabilidade direta no ocorrido.
Reações e contestações
A defesa da paciente, representada pelo advogado Paulo Mariano de Almeida Junior, contestou a decisão judicial. Segundo ele, o valor da indenização não reflete a gravidade e a irreversibilidade dos danos sofridos por Shirin. Além disso, o advogado argumenta que o hospital deveria ser responsabilizado, já que a cirurgia foi realizada em suas dependências com apoio de sua equipe. A defesa do cirurgião, representada por Celso Papaleo, não se manifestou até a publicação da reportagem.
Contexto do caso
Shirin Saraeian, gerente de vendas naturalizada iraniana, perdeu a visão após ser submetida a uma cirurgia plástica em 2021. Segundo o processo, a negligência no acompanhamento pós-operatório levou a uma anemia aguda não diagnosticada, resultando em lesão irreversível dos nervos ópticos.