Marinha de Israel detém 175 ativistas de flotilha humanitária rumo a Gaza, incluindo dois brasileiros
A Marinha israelense interceptou e deteve cerca de 175 ativistas da Flotilha Global Sumud (FGS), que tentavam romper o bloqueio a Gaza para entregar ajuda humanitária. Entre os detidos estão os brasileiros Thiago Ávila, organizador da frota, e Leandro Lanfredi, diretor do Sindipetro RJ. A ação ocorreu a 500 milhas náuticas de Israel, próximo à ilha grega de Creta, com relatos de uso de lasers e armas de assalto durante a abordagem.
Detalhes da interceptação e reações
A interceptação das embarcações ocorreu na madrugada de 29 para 30 de abril, quando a Marinha israelense abordou 21 das 58 embarcações da flotilha. Segundo relatos da organização, os ativistas foram alvo de lasers e armas de assalto semiautomáticas, sendo obrigados a se agrupar na parte dianteira dos barcos. A esposa de Leandro Lanfredi, Tatiane Lopes, afirmou ter perdido contato com o marido por volta das 19h55 (horário de Brasília), momentos antes da abordagem. A última comunicação de Lanfredi indicava a aproximação de uma lancha militar. A Flotilha Global Sumud é composta por médicos, jornalistas e ativistas que buscam criar um corredor humanitário para levar mantimentos, medicamentos e alimentos à Faixa de Gaza. Tatiane Lopes destacou que os participantes "têm direito de levar solidariedade ao povo palestino" e classificou a ação israelense como "inaceitável", acusando Israel de "promover um genocídio televisionado" na Palestina, Líbano e Irã.