Estatais federais registram déficit recorde de R$ 5,9 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026
As empresas estatais federais acumularam um déficit de R$ 5,93 bilhões entre janeiro e abril de 2026, o pior resultado para o período desde 2002. O rombo já supera o déficit registrado em todo o ano de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões. A crise nos Correios, com prejuízos recorrentes, contribui significativamente para o resultado negativo.
Contexto e comparação histórica
O Banco Central divulgou que o déficit de R$ 5,93 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026 é o maior para o período desde o início da série histórica em 2002. Até então, o pior resultado havia sido registrado em 2025, com um rombo de R$ 2,73 bilhões no mesmo intervalo. O déficit acumulado em 2026 já ultrapassa o valor negativo de todo o ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões. A metodologia utilizada pelo BC não inclui empresas como Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras públicas, focando em estatais como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea.
Crise nos Correios
Os Correios enfrentam uma crise financeira significativa, com prejuízos recorrentes que impactam diretamente o resultado das estatais federais. Em 2025, a empresa registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do valor negativo de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Esse foi o 14º trimestre consecutivo de resultados negativos, iniciado no último trimestre de 2022. No primeiro semestre de 2025, o prejuízo acumulado foi de R$ 4,36 bilhões. Os Correios mantêm o monopólio em serviços como transporte e entrega de correspondências e fabricação de selos.