Tentativa de assassinato contra Donald Trump em jantar com correspondentes expõe falhas graves de segurança nos EUA
Um homem armado tentou invadir o jantar anual do presidente dos EUA, Donald Trump, com correspondentes credenciados na Casa Branca no sábado (25). O atirador disparou contra um agente do Serviço Secreto, que foi protegido por colete à prova de balas. Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance foram retirados às pressas do local. A Casa Branca confirmou que o incidente foi uma tentativa de assassinato e anunciou uma reunião de emergência para reforçar a segurança presidencial.
Detalhes do ataque e falhas de segurança
O incidente ocorreu durante o White House Correspondents’ Dinner, evento tradicional que reúne o presidente dos EUA e jornalistas credenciados na Casa Branca. Segundo relatos, o atirador conseguiu furar o bloqueio de agentes do Serviço Secreto e disparou contra um oficial, cujo colete à prova de balas evitou ferimentos graves. Nenhuma outra pessoa foi atingida. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que a possibilidade de nomear um 'sobrevivente designado' — figura que assumiria a presidência em caso de morte da cúpula do governo — foi cogitada, mas descartada. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, convocou uma reunião com autoridades do Departamento de Segurança Interna e do Serviço Secreto para avaliar medidas adicionais de proteção a Trump.
Reações e investigações em andamento
O presidente Donald Trump divulgou um vídeo em sua rede social Truth Social mostrando o momento em que o atirador conseguiu se aproximar do salão. A Casa Branca classificou o episódio como uma tentativa de assassinato e reforçou que o governo está revisando os protocolos de segurança. O Serviço Secreto dos EUA confirmou que o agente alvejado passa bem e que o suspeito foi detido. Jornalistas presentes no local, incluindo uma equipe da TV Globo, relataram que foram mantidos no salão para checagens de segurança após o incidente.