Mercado de apostas Polymarket revela uso de informações privilegiadas de segredos militares dos EUA
Uma investigação do grupo Anti-Corruption Data Collective (ACDC) revelou que mais de 150 carteiras na plataforma Polymarket, apelidadas de 'Orcas', operaram com taxas de acerto de 97,2% em mercados militares e de defesa, sugerindo o uso de informações privilegiadas. O estudo alerta que essas movimentações podem ser monitoradas por adversários estrangeiros e destaca casos de apostas de alto risco antes de ações militares nos EUA e no Irã.
O Fenômeno das 'Orcas'
O grupo ACDC identificou 556 carteiras de 'baixa probabilidade' (apostas de pelo menos US$ 2.500 em resultados com menos de 35% de chance). Dessas, 152 carteiras apresentaram sucesso excepcional em mercados de defesa, acumulando US$ 8 milhões em ganhos. Essas 'Orcas' costumam abrir contas, realizar apostas rápidas e lucrativas em nichos específicos e desaparecerem da plataforma.
Riscos de Segurança e Inteligência
A principal preocupação do governo norte-americano é que o mercado de previsões possa servir como um canal de sinalização para inteligência estrangeira. O estudo aponta que robôs de negociação e grandes investidores ('Baleias') tendem a copiar as apostas das 'Orcas', o que amplifica a visibilidade de informações que podem ser segredos de Estado. Um exemplo citado foi o caso de um soldado que lucrou US$ 400 mil ao apostar na captura de Nicolás Maduro.
Regulação e Transparência
A Polymarket afirma possuir controles rigorosos e já encaminhou dezenas de carteiras suspeitas às autoridades. O órgão regulador CFTC também está monitorando o setor. O grupo ACDC defende que, para mitigar riscos reais de segurança nacional, mercados baseados em investigações de autoridades ou ações militares deveriam ser proibidos ou ter restrições severas de identidade para os apostadores.